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Benefícios da Capoeira

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Benefícios Educacionais Lilia Benvenuti de Menezes. Professora de Educação Física, professora do Grupo Muzenza e bicampeã mundial pela Super Liga Brasileira de Capoeira. Autora do livro “Benefícios Psicofisiológicos da Capoeira”. Não existe um modelo educacional da capoeira, mas sim diversos modelos que são individualizados pelos mestres, sendo autônomos nas suas academias ou nos seus grupos, embora vinculados à tradição recebida pelos seus respectivo mestres. Todo o trabalho realizado, envolvendo processos cognitivos e afetivos na aprendizagem da capoeira, caracteriza a sistemática de uma prática de ensino na qual todos aprendem. Um dos exemplos dessa aprendizagem evidencia-se durante as rodas, quando novos movimentos corporais são criados pelos aprendizes ou novas cantigas são improvisadas em cima de um fundo comum compatível com o inconsciente coletivo da capoeira. Trata-se de um ensino não ligado a uma instituição educacional formal, mas a uma cultura, a cultura da...

Guarda negra.

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CAPOEIRA E POLÍTICA. UM DOS FENÔMENOS MAIS COMENTADOS – E MENOS ESTUDADOS – DA HISTÓRIA DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL, AO FINAL DO SÉCULO XIX, FOI A CHAMADA GUARDA NEGRA. A IMAGEM POPULAR QUE SOBREVIVEU DESSE EPISÓDIO É A DE GRUPOS DE EX-ESCRAVOS QUE, AGRADECIDOS PELO DECRETO QUE PÔS FIM À ESCRAVIDÃO NO IMPÉRIO DO BRASIL, ASSINADO PELA REGENTE DO TRONO, A PRINCESA ISABEL, SE MOBILIZARAM CONTRA OS ADVERSÁRIOS DO REGIME MONÁRQUICO, IMPUTANDO A ESTES A VONTADE DE DERRUBAR A COROA, COMO REFLEXO DO INCONFORMISMO COM A LEI ÁUREA. Antes que um fenômeno apertado na estreita margem entre o 13 de maio de 1888 e o 15 de novembro de 1889, a Guarda deita raízes mais profundas em outra manifestação da cultura brasileira, que, somente há poucos anos, começou a ter sua história retirada das sombras: a capoeira. Vista por décadas como manifestação trazida da África, desenvolvida pelos escravos nas senzalas dos primórdios da colônia e transplantada para o Quilombo dos P...

A volta do mundo

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 Um nome é destacado como ícone nesse processo de virada histórica da capoeira, Mestre Bimba, o primeiro a exercê-la como um ofício. Aquele que garantiu pela via oficial o direito de ensiná-la, um precursor das lições que fariam com que a “vingança histórica” da capoeira se realizasse: ser hoje solicitada para solucionar mazelas sociais das quais no passado era tida como causadora. Ao enquadramento da capoeira com crime no Código Penal, seguiram-se outras medidas de ordem policial concretizadas na prisão dos principais capoeiras do Rio e sua imediata deportação para a ilha de Fernando de Noronha, que funcionava como uma colônia penal. Essas ações repressivas foram determinantes para que a tradição da capoeira carioca perdesse força de continuidade e praticamente desaparecesse. Alguns membros que escaparam da repressão encontraram sobrevida no meio da malandragem boêmia  – no samba e no carnaval. Em Pernambuco, por razões ainda não bem estudadas, a capoeira no mesmo p...

Contexto histórico da capoeiragem em Belém do Pará

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Capoeira em Belém  do Pará : contexto histórico e sóciocultural No século XVI, as capitanias hereditárias que dividiam o Brasil começaram a adotar umas das primeiras políticas integradas que se tem conhecimento sobre o período colonial brasileiro. Chamada de Diáspora Africana, esta iniciativa foi responsável pelo transporte de cerca de dois milhões de negros vindos de vários cantos da África trazidos como escravos para o trabalho nas lavouras de cana de açúcar (SOARES, 2005). Todavia, conforme o autor ora referido, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Maranhão, inicialmente foram os estados que mais receberam esses escravos provindos da África. Embora vindos de regiões diferentes deste continente com culturas, língua e etnias diferentes e até rivais, os negros africanos foram tratados pelos portugueses de modo indiscriminado, aglomerados dentro de um mesmo espaço físico. Por cerca de três meses, esses negros passavam por situações subumanas nos porões dos ...

Organização graduado Macaco

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A orquestra

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A Bateria Bateria Muzenza A bateria do grupo Muzenza, é composta por 3 berimbaus (berra-boi, médio e viola), dois pandeiros de couro e um atabaque de couro. Os berimbaus sem pintura, de madeira Biriba ou similar, medindo 8 palmos, as baquetas devem ser de madeira, lixadas e medir aproximadamente 40cm de comprimento. As cabaças devem ser preparadas, lixadas e envernizadas, a corda do berimbau deve ser tirada do pneu do carro, sem queimar o pneu. Os dobrões devem ser de bronze ou similar. Os pandeiros são de madeira e de couro com dez polegadas. O atabaque deve ser de madeira, encourado com couro de cabrito ou boi, de cunha de madeira para ser afinado, e com pé de madeira. Os instrumentos devem ser guardados em capas de couro ou similar. “O Sábio que não pensa torna-se tolo, e o tolo que pensa torna-se Sábio! O Homem perfeito não deixa rastro de sua conduta! Um grande homem é aquele que não perde seu coração de criança!”

história que vale a pena saber.

N’Golo ou Dança da Zebra A Dança da zebra ou N’Golo de origem do povo “Mucope” do sul da Angola, que ocorria durante a “Efundula” (festa da puberdade), onde os adolescentes formam uma roda; com uma dupla ao cetro desferindo coices e cabeçadas um no outro, até que um era derrubado no solo, essa luta é oriunda das observações dos negros, dos machos das zebras nas disputas das fêmeas, no período do cio, onde os machos lutam com mordidas, cabeçadas e coices. Com a “revolta dos Malês”, na Bahia, formada pelos Negros Malês em 25 de fevereiro de 1835 que foi reprimida pelos Portugueses, que castigaram mutilando os lideres, e enviou um navio para África e outro dos rebeldes para a América Central. Em Cuba e Martinica os males fundiram com a dos navios e negros dos canaviais dando origem ao “Mani”, em cuba e “Ladva”, em Martinica. O N’Golo levado pelos angolanos para palmares fundiu-se com a Maraná surgindo a Capoeira. Fomos missionários na Angola junto ao povo Mucope onde tivemos ...